quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Flor tão singular


Desapareceu esta flor tão singular que era o nosso amigo Nelmo, justamente, neste tempo onde a singularidade é tão pouco valorizada, pois o que tem valor é a moda, todos sendo a mesmo coisa, uns imitando os outros, porém tentando superá-los, fazendo do mundo um lugar competitivo e sem graça. Pois o Nelmo foi o contrário disto tudo.
Parabéns Nelmo por esta tua vida tão singular e cheia de graça, por esta opção tão alegre, rica e compartilhada conosco. Parabéns pelos teus requintes de simplicidade, de autenticidade e de artisticidade. E obrigado por tuas alegres intervenções na nossa rotina cinza e barulhenta. Acho que consigo te enxergar chegando no “céu”, assim fantasiado da sua própria essência, com teu rosto todo pintado de branco, de silencio e de sorrisos, e com teus anjos de guarda satisfeitos pelo lindo espetáculo de uma pessoa que decidiu ser exatamente aquilo que deveria ter sido.

Nelmo querido: para nós você é um exemplo de como vale a pena apostarmos em nós mesmos, nos nossos sonhos, ideais e nas nossas belas diferenças. O destino está mesmo no coração.

Dib Curi

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